O órfão de Hitler, de Paul Dowswell - Editora Planeta

O órfão de Hitler, de Paul Dowswell - Editora Planeta
O órfão de Hitler
Autor: Paul Dowswell
Ano: 2016
Número de páginas: 272
Cortesia da Editora

Ambientado na Alemanha hitleriana, O órfão de Hitler, de Paul Dowswell, é mais uma grata surpresa da Editora Planeta. Digo isso porque, embora tenha escolhido ler esse livro por ser apaixonada pelo tema, devo confessar que tive um certo receio de que a obra repetisse um pouco do que se encontra em O menino no alto da montanha, de John Boyne. Em ambos os livros nos deparamos com meninos órfãos que precisam sobreviver à Alemanha de Hitler, e que têm como marca do início de uma nova vida a mudança de nomes. No livro de Boyne, Pierrot torna-se Pieter; no livro de Dowswell, Piotr torna-se Peter. Mas posso garantir que as semelhanças param por aí. Definitivamente, O órfão de Hitler  é um livro com personalidade própria e, sobretudo, com brilho próprio.

O órfão de Hitler, de Paul Dowswell - Editora PlanetaA história inicia com Piotr, um menino polonês, recém órfão, e muito assustado, que acaba de cair nas mãos dos nazistas. Nesse início conseguimos vislumbrar, através de analepses, um pouco como era a vida do menino em família, até o momento em que seus pais morrem. Mas Piotr é um garoto de sorte (ou não, dependendo do ponto de vista), pois em virtude de sua aparência ariana, o jovem é acolhido pela comunidade nazista, indo viver com a família Kaltenbach, composta pelo professor Franz Kaltenbach, sua esposa e suas três filhas. 

Convivendo com nazistas, Piotr começa a aprender sobre as maravilhas do nazismo, que pretende depurar a humanidade, livrando-a de raças impuras. A saudação Heil Hitler passa a fazer parte de sua vida. Piotr passa a se chamar Peter e torna-se um jovem hitleriano exemplar. Mas embora o menino tenha mudado por fora e se adaptado completamente, em seu íntimo ele era atormentado por dúvidas e medos. Aos poucos Peter vai percebendo a crueldade do sistema ao qual ele agora pertence. É nesse momento que ele conhece jovens que, como ele, não aceitam o nazismo, entre eles a jovem Anna, o que marcará uma nova e perigosa mudança em sua vida. 

O que mais me tocou no livro foi a mensagem de esperança que ele passou, com a ideia de que sempre haverá pessoas dispostas a resistirem, a não sucumbirem às crueldades do mundo. Sobretudo, pessoas dispostas a se ajudarem mutuamente. A escrita do autor é deliciosa, compensando o peso do tema e os momentos de tensão pelos quais o leitor passa no desenrolar da narrativa. É uma leitura repleta de humanidade, que nos emociona e que, mesmo após concluída, custa a sair de nossos pensamentos. Livro mais que recomendado.

O órfão de Hitler, de Paul Dowswell - Editora Planeta

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O segredo do alquimista (Ben Hope 1), de Scott Mariani

O segredo do alquimista, de Scott Mariani
O segredo do alquimista
Autor: Scott Mariani
Editora Fundamento
Ano: 2014
Número de páginas: 384
Cortesia da editora

O segredo do alquimista, de autoria de Scott Mariani, publicado no Brasil pela Editora Fundamento, é o primeiro livro da série Ben Hope. Simplesmente não dá para largar esse livro! Benedicte Hope, ou Ben Hope, é o nosso protagonista, um homem atormentado por um acontecimento do passado sobre o qual nada sabemos no início da narrativa. Ben trabalha resgatando vítimas de sequestro, e é muito bom no que faz. Ele não acredita que a melhor forma de resolver um sequestro seja envolvendo a polícia, pois na maioria dos casos a vítima não sobrevive. Então, ele resgata essas pessoas, em sua maioria crianças, com muito sucesso.

O segredo do alquimista (Ben Hope 1), de Scott MarianiApós concluir mais um trabalho bem sucedido, Ben é perturbado em seu descanso pelo telefonema de um homem que se denomina Alexander Velliers, funcionário de Sebastian Fairfax, dizendo que seu patrão solicita os seus serviços. Ao encontrar-se com Fairfax para saber detalhes do trabalho, Hope descobre que ele deverá encontrar, não uma pessoa, mas um manuscrito feito por um alquimista chamado Fulcanelli, que teria vivido no início do século passado, e desaparecido sem deixar pistas. Sabendo que tal manuscrito salvará a vida de uma criança, Ben aceita o desafio. 

É então que sua vida vira de cabeça para baixo, e ele, acompanhado de Roberta, uma pesquisadora que estuda a alquimia, começa a ser perseguido por uma sociedade secreta da qual ele nada sabe. A narrativa possui um ritmo bastante acelerado, o que nos torna cativos da obra, pois ficamos sempre querendo saber o que acontecerá a seguir. A trama é muito inteligente e nos envolve desde o início, nos deixando intrigados a cada mistério novo que surge. Acredito que um dos pontos fortes do livro seja o aspecto íntimo de Ben, que mesmo sendo um homem de ação, treinado para as maiores adversidades, possui um conflito interno, e é justamente isso que o leva a resgatar crianças sequestradas. Conseguimos acompanhar, junto com a peripécias pelas quais Ben passa, uma mudança que ocorre em sua forma de sentir, e em como ele demonstra  os próprios sentimentos. Gostei muito de como os personagens se estruturam, de como eles foram construídos de forma tão convincente. Devo confessar que já estou querendo muito ler o livro 2 da série. Recomendo a obra àqueles que gostam de sentir-se arrebatados por uma leitura gostosa.

O segredo do alquimista (Ben Hope 1), de Scott Mariani

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Lançamento do livro A cor das almas, de Neide Barth Rosenscheg - Editora Autografia

Lançamento do livro A cor das almas, de Neide Barth Rosenscheg - Editora Autografia
Hoje é dia de boas notícias. A Editora Autografia está lançando o livro A cor das almas, da escritora catarinense Neide Barth Rosenscheg. O romance, ambientado no estado de Santa Catarina, conta a história de um amor proibido. A autora nasceu na cidade de Porto União, e é filha de lavradores rurais. Amante da escrita desde sempre, formou-se em Letras, especializando-se em Literatura Brasileira. É autora também do livro Vidas de vidro

Para saber um pouco mais sobre A cor das almas, leia a sinopse abaixo:

A região norte de Santa Catarina é o cenário do romance A Cor das Almas, que conta a história de um amor proibido, nos tempos em que o preconceito racial era forte e motivo de desavenças. A autora Neide Barth Rosenscheng faz um passeio pela história, com o intuito de levar o leitor para o seu íntimo, fazendo-o revelar o próprio sentimento por intermédio dos personagens do livro.

Independente da raça ou cor da pele, todos trazem cores dentro de si. Foi o que a autora quis dizer ao dar o título à obra. Para ela, o racismo diz respeito apenas à cor da pele, ao exterior, e a cor verdadeira está no interior da alma. Embarque nesta história e se depare com uma bela narrativa.

Lançamento do livro A cor das almas, de Neide Barth Rosenscheg - Editora Autografia


Lançamento do livro A cor das almas, de Neide Barth Rosenscheg - Editora Autografia

Cujo, de Stephen King - Editora Suma de Letras

Cujo, de Stephen King - Editora Suma de Letras
Cujo
Autor: Stephen King
Editora Suma de Letras
Ano: 2016
Número de páginas: 373
Cortesia da editora

Um dócil cão são-bernardo e um perigoso serial killer já morto. Que ligação pode haver entre ambos? A trama de Cujo, de Stephen King, Editora Suma de Letras, desenrola-se na pequena cidade de Castle Rock, no estado norte-americano do Meine. Essa pequena cidade é marcada por uma história de horror que teria ocorrido anos antes do início da narrativa, quando um serial killer, que assassinara mulheres e crianças, suicidou-se após ser descoberto.

Depois desse terrível desfecho a cidade volta a viver em paz. Pena que não será por muito tempo! Ted Trenton, um menino de quatro anos tem um monstro vivendo em seu closet. Um monstro terrível, de olhos vermelhos, que o observa todas as noites. Até aí tudo bem, afinal, imaginação fértil é uma características de crianças nessa idade. O problema é que o monstro que aterroriza as noites de Ted é ninguém menos do que o espírito de Frank Dodd, o serial killer acima mencionado, que está à espreita de uma oportunidade para fazer novas vítimas. No entanto, para Donna e Vic, os pais de Ted, o monstro é apenas um ursinho em cima de uma pilha de cobertores. 


Cujo, de Stephen King - Editora Suma de Letras
Na mesma região vive a família de Joe Camber e seu adorável cão são-bernardo, que atende pelo nome de Cujo. Joe conserta carros, mantendo sua oficina junto à própria residência. Seu relacionamento com a mulher e o filho possui um caráter bastante opressor. Após ser mordido por um morcego e contrair raiva, cujo passa a ser dominado pelo espírito de Dodd. Quando Donna, acompanhada do filho Ted, resolve levar o carro para Joe consertar, terá uma surpresa ao encontrar o antes tão doce Cujo.

Creio que já não é surpresa para ninguém a admiração que tenho pela obra de King. E devo dizer que esse livro não perde em nada para os outros que já li do autor. Stephen King possui um grande domínio da linguagem, utilizando-a, de forma primorosa, a fim de envolver os leitores e de causar os efeitos desejados. Após iniciarmos a leitura, fica simplesmente impossível de largar. Pelo fato de a narrativa apresentar duas possibilidades interpretativas (ou o fantasma do serial killer apoderou-se do cão para fazer mais vítimas, ou todos os acontecimentos não passam de uma grande coincidência e o único problema de cujo é a raiva), a história torna-se muito mais intrigante e envolvente, e nos faz pensar sobre o desenrolar da narrativa mesmo depois de concluída a leitura. Se recomendo a obra? Recomendo mil vezes!


Cujo, de Stephen King - Editora Suma de Letras

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Meia-noite em Pequim, de Paul French

Meia-noite em Pequim, de Paul French
Meia-noite em Pequim
Autor: Paul French
Editora Fundamento
Ano: 2017
Número de páginas: 296
Cortesia da editora

Mais uma bela obra-prima da Editora Fundamento, o livro Meia-noite em Pequim nos traz uma história real, ocorrida na China, no ano de 1937. A obra, escrita pelo pesquisador Paul French, conta a história do assassinato de Pamela Werner, uma jovem inglesa, filha do ex-cônsul britânico Edward Werner. O corpo de Pamela foi encontrado, no dia 8 de janeiro de 1937, próximo à Muralha Tártara, em Pequim com o rosto desfigurado, o sangue drenado, sem o coração e outros órgãos vitais. A possibilidade de assalto é logo descartada, pois junto da moça está o seu valiosíssimo relógio de platina, que parou poucos minutos após a meia-noite.

Meia-noite em Pequim, de Paul FrenchA situação política de Pequim naquele momento não era nada tranquila, pois a cidade estava prestes a ser invadida pelos japoneses, o que já havia ocorrido em outras regiões da China. Nesse contexto conturbado, os policiais Han, membro da polícia chinesa, e Richard Dennis, ex-integrante da Scotland Yard, unem esforços para elucidar o crime, o que não ocorre, até que o caso é dado por encerrado de forma inconclusiva. Edward Werner, inconformado com a morte da filha, decide investigar o crime por conta própria, e descobre que há muito mais corrupção e comprometimento de pessoas importantes da sociedade da época do que ele havia imaginado. A cada descoberta que faz, e a cada prova que consegue juntar, Werner pede ajuda às autoridades, mas é sempre rechaçado por elas. Sozinho, ele consegue desvendar o crime que, no entanto, jamais foi oficialmente solucionado.

Meia-noite em Pequim, de Paul French
Embora trate de um assunto real, o livro apresenta uma escrita dinâmica, que prende a atenção dos amantes de um bom enredo policial. Mas não é só isso. Pelo fato de Paul French ser um estudioso da China, o enredo é permeado de acontecimentos históricos. Logo no início da obra temos uma boa visão de como era constituída a população de Pequim em 1937, de como o povo pequinês conviva com a grande quantidade de estrangeiros que residiam na cidade. Além disso, temos uma visão incrível do submundo do crime nessa sociedade, através das incursões de Edward Werner e de seus investigadores nesse meio.  Quando descobrimos os motivos e as circunstâncias do crime ficamos bastante chocados. Ao final do livro, encontramos algumas fotografias de personagens envolvidos na história, inclusive da jovem Pamela. O que posso dizer é que Meia-noite em Pequim está entre as melhores leituras que fiz este ano.

Meia-noite em Pequim, de Paul French

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Quando a noite cai, de Carina Rissi - Editora Verus

Quando a noite cai, de Carina Rissi - Editora Verus
Quando a noite cai
Autora: Carina Rissi
Verus Editora
Ano: 2017
Número de páginas: 448

Alcançando minha mão, ele resvalou seus lábios em minha palma e a depositou em seu peito, na cavidade sob a qual se abrigava seu coração. 
-Aqui! – Apertou os dedos sobre os meus para que eu sentisse suas batidas violentas. – Isso é você.
- O... o pulso do seu coração? – arrisquei. 
Ele fez que sim.
- página 292 

Já pensou em (literalmente) se apaixonar pelo homem dos seus sonhos? Em viver um amor tão intenso que lhe arranca lágrimas dos olhos? É exatamente o que acontece com Briana Pinheiro, protagonista do mais novo romance de Carina Rissi, intitulado Quando a noite cai, publicado pela Verus Editora em maio deste ano.

Dizer que Briana é uma moça desastrada talvez seja um elogio, já que ela mesma considera-se o desastre em pessoa. A moça nunca consegue permanecer no mesmo emprego por mais do que alguns dias: destrói TVs ao tentar tirar o pó, derruba sessões inteiras no supermercado, entre outros. Aqueles que contratam Briana sempre saem no prejuízo, e a demitem assim que se dão conta disso. E infelizmente para ela, a pensão que sustenta sua família está indo à falência, portanto é crucial que a moça se estabilize em um emprego.

A má sorte de Briana não é o único motivo para sua vida ser uma bagunça. Quando a noite cai, ela sonha que é uma princesa irlandesa, em uma terra com castelos, espadas, magia e, claro, um belíssimo homem por quem é apaixonada. Briana tenta não misturar seu sonho com a realidade, embora saiba que só tem sorte no amor quando está dormindo. 

Até que um dia, após provocar um de seus tradicionais desastres, a moça acaba machucada e é socorrida por um rapaz bonito, gentil e misterioso, chamado Gael. O mundo de Briana vira de cabeça para baixo, quando ela percebe que o homem é exatamente igual àquele que a visita todas as noites em seus sonhos. Porém, a moça logo diferencia os dois: enquanto um é apaixonado por ela, o outro nem sequer a conhece. 

Contudo, Briana percebe que sua sorte está mudando assim que Gael oferece a ela um emprego em sua empresa. A moça aceita a proposta, pensando no sustento da família e em conhecer melhor seu novo chefe, a fim de descobrir por que sonha tanto com ele, sem saber que está prestes a viver um grande amor, que mudará irrevogavelmente a vida dos dois. 

Quando a noite cai é um livro que consegue ser engraçado, misterioso, mágico, emocionante e romântico ao mesmo tempo. Nele, nós vivemos o amor ardente de Briana e Gael, além de conhecermos melhor a Irlanda e a mitologia do país. Concluí a leitura, mas a história continua marcada em meu coração. Só o que me resta fazer é parabenizar a autora, Carina Rissi, e pedir que todos leiam esse livro assim que possível. Vocês vão amar cada página!

Quando a noite cai, de Carina Rissi - Editora Verus

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Herdeiro da escuridão, de Paul Cleave - Editora Fundamento

Herdeiro da escuridão, de Paul Cleave - Editora Fundamento
Herdeiro da escuridão
Autor: Paul Cleave
Editora Fundamento
Ano: 2011
Número de páginas: 336
Cortesia da Editora

Recentemente li outro livro de Paul Cleave, cujo título é A sétima morte,  também da Editora Fundamento, e fiquei bastante impressionada com o dinamismo da obra. Pois muito bem, em Herdeiro da escuridão, o autor conseguiu suplantar as minhas expectativas. Trata-se, de fato, de um livro de suspense muito bom. Assim como aconteceu com a primeira leitura do autor, consegui me enxergar, por vezes, dentro de um filme de suspense.

O livro conta a história de Edward Hunter, um homem comum, casado, tem uma filha pequena e trabalha como contador. Sua vida é tranquila e feliz, mas ele carrega o estigma de ser filho de um perigoso serial killer, preso há alguns anos, responsável, de forma indireta, pelas mortes de sua mãe e de sua irmã. Eddie cresceu convivendo com a desconfiança das pessoas, tendo que provar, principalmente para si mesmo, que a herança genética não fez dele um homem igual ao seu pai, o que ele vinha conseguindo fazer muito bem. Mas o que ele não esperava é que sua vida virasse de cabeça para baixo de uma hora para a outra. 

Faltando uma semana para o Natal, Eddie e sua esposa, a Jodie, aproveitam a hora do almoço e vão ao banco a fim de tentar um empréstimo para comprar uma casa, pois a pequena Sam está crescendo e o casal acha que já está na hora de mudarem. O que eles não esperavam é que um assalto ocorresse bem no momento em que eles se encontravam no banco e, principalmente, não esperavam que Jodie acabasse assassinada pelos criminosos. Esse é o momento em que a vida de Eddie vira de cabaça para baixo. Mais do que isso, é o momento em que ele se depara com a parte de si mesmo que mais temia encontrar: a herança genética de seu pai serial killer

Herdeiro da escuridão, de Paul Cleave - Editora Fundamento
Todavia, isso acaba por se tornar muito útil, pois Edward, em sua busca por justiça (ou seria vingança?), mostra-se um caçador implacável, fazendo jus ao sangue que corre em suas veias. Por seu caráter dinâmico, a narrativa é extremamente envolvente. Acredito que um dos pontos fortes da obra foi a escolha do narrador, que se intercala entre o próprio Eddie e um narrador em terceira pessoa, cujo foco narrativo é o policial Schroder, que já havíamos encontrado em A sétima morte. Acredito que essa forma de narrar tenha sido uma excelente escolha do autor porque, ao intercalar a história entre uma visão mais introspectiva de Eddie, com a visão de quem está de fora, como Schroder, conseguimos acompanhar os acontecimentos por diferentes perspectivas. 

Essa diferença de perspectiva marca o antagonismo entre os dois personagens que detêm o foco narrativo. Esse antagonismo não se dá apenas porque um é homem da lei e o outro segue um caminho completamente fora da lei para fazer justiça, mas sobretudo porque há um contraste entre um certo tipo de apatia de Schroder, que "faz o possível", mas não obtém resultados, e a agressividade de Eddie, que possui a liberdade de quem, além de possuir o gene de um assassino, carrega o ódio pela morte da esposa, que culmina com o desespero quando a filha é sequestrada. 

Definitivamente, Edward já não tem mais nada a perder, e acaba por ajudar o pai a fugir da prisão para que ele o auxilie a encontrar a pequena Sam e salvá-la das garras dos algozes de Jodie. Além de um ritmo acelerado, que nos prende do início ao fim, a obra traz algumas surpresas conforme vai se aproximando do final.  O livro é bastante indicado para quem aprecia um bom thriller, mas também recomendo para quem gosta de sutilezas psicológicas.


Herdeiro da escuridão, de Paul Cleave - Editora Fundamento

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Pré-venda do livro Príncipe partido, segundo da série The Royalsa

Pré-venda do livro Príncipe partido, segundo da série The Royalsa
Hoje é dia de ótimas notícias, afinal, Príncipe partido, o segundo livro da série The Royals, publicado pela Editora Planeta, já está em pré-venda nas principais livrarias. 😍 Quer descobrir o que vai acontecer com Ella e Reed? Então dê uma conferida na sinopse, logo abaixo, e depois dê uma passadinha na Saraiva para reservar o seu exemplar. Boa leitura! 😉

SINOPSE: Reed tem tudo na vida: beleza, status e dinheiro. As garotas da sua escola matariam para sair com ele, os caras quere ser como ele, mas Reed nunca deu a mínima para nada disso. Nem para a família. Até que Ella Harper aparece na sua vida. Quando Ella chegou à mansão dos Royal o que ele mais queria era que a nova hóspede sumisse, mas, ela o conquistou e, agora, Reed ia fazer de tudo para mantê-la por perto. Ella lhe dava segurança, lhe transmitia paz, o aconchegava, sensações que há muito tempo não sentia. Porém Reed comete um deslize e Ella se afasta por completo, trazendo caos à família Royal. Reed vê seu mundo desmoronar e toda a esperança de viver um romance com Ella desaparece. A garota dos sonhos de Reed não quer mais
saber dele, porque sabe que se ficarem juntos isso vai destruí-los. Ella pode estar certa.

Pré-venda do livro Príncipe partido, segundo da série The Royalsa

Minha vida fora de série, 1ª temporada, de Paula Pimenta - Editora Gutenberg

Minha vida fora de série, 1ª temporada, de Paula Pimenta - Editora GutenbergMinha vida fora de série – 1ª temporada
Autora: Paula Pimenta
Editora Gutenberg
Ano: 2011
Número de páginas: 408

Vou começar esta resenha dizendo o quanto Paula Pimenta me fisgou com o livro Minha vida fora de série – 1ª temporada, publicado pela Editora Gutenberg em 2011. Foi o primeiro livro que li da autora, e tornei-me fã dela logo nos primeiros capítulos; não apenas pela escrita cativante, ou pelas maravilhosas indicações de séries de TV, nem pelos personagens bem construídos, mas principalmente pelo enredo original e realista. É o tipo de história que lemos pensando: eu poderia vivenciar (ou já vivenciei) as mesmas situações que as personagens.

Priscila, protagonista desta história, é uma adolescente de treze anos cujos pais acabaram de se divorciar. Por esse motivo, ela e a mãe se mudaram para Belo Horizonte, uma cidade onde a menina não conhece quase ninguém, e seu pai e seu irmão ficam morando em São Paulo, cidade natal de Priscila, onde ela deixa para trás sua infância, suas amigas e metade de seus amados bichos de estimação. A menina sente muitas saudades de casa, e está decidida a provar para sua mãe que ela jamais será feliz em Belo Horizonte. Sem amigas para sair com ela, Priscila passa a maior parte de seu tempo assistindo séries, ou brincando com seu cachorro, sua gatinha e seu hamster. 

Toda essa insistência em voltar para São Paulo dura pouco. Mais precisamente, até Priscila se apaixonar por um rapaz lindo, de tirar o fôlego, que parece ser o príncipe de seus sonhos. Ela resolve então que tentará conquistá-lo, embora sinta um enorme frio na barriga só de pensar em conversar com ele. A menina também não demora a perceber que, em uma cidade onde ninguém a conhece, ela tem uma chance de ser uma pessoa diferente, talvez até alguém melhor do que era em São Paulo.

O que Priscila não imagina é que está prestes a viver os momentos mais emocionantes de sua vida, que a farão descobrir mais sobre sua própria identidade e sobre quem ela quer ser. Aos poucos, a menina percebe que a vida é como uma série de TV: uma temporada melhor do que a outra, com episódios onde sorrimos, nos apaixonamos, nos surpreendemos, sofremos e amadurecemos. E que ela não tem graça sem algumas reviravoltas.

Neste spin-off da série best-seller Fazendo meu filme, Paula Pimenta nos traz uma história cativante, recheada de ensinamentos que ficarão guardados em nossos corações para sempre. É um livro delicioso, para ser lido em poucos dias, recomendo-o a todos. A primeira temporada da vida fora de série de Priscila é imperdível!

Minha vida fora de série, 1ª temporada, de Paula Pimenta - Editora Gutenberg

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História bizarra da literatura brasileira, de Marcel Verrumo - Editora Planeta

História bizarra da literatura brasileira, de Marcel Verrumo - Editora Planeta
História bizarra da literatura brasileira
Editora Planeta
Ano 2017
Número de páginas: 328
Cortesia da editora.

Como boa apreciadora de história e de literatura, não resisti quando soube do lançamento do livro História bizarra da literatura brasileira, de Marcel Verrumo, publicado pela Editora Planeta. Fiquei encantada pela proposta da obra de trazer fatos referentes a literatura brasileira que não são estudados na sala de aula, de uma forma leve e aprazível. 

Devo dizer que o livro alcançou todas as minhas melhores expectativas e foi além. E para aqueles que estiverem pensando neste momento: "ah, mas esse tipo de leitura é muito cansativo", já asseguro de antemão que se trata de uma leitura leve e gostosa, quase como se fosse um bate-papo sobre literatura brasileira e seus principais autores, trazendo fatos curiosos sobre Guimarães Rosa, Euclides da Cunha, Manuel Bandeira, Clarice Lispector, entre vários outros. Todas as histórias e curiosidades narradas no livro estão em ordem cronológica, mas a obra pode ser lida de forma aleatória, de acordo com o interesse de cada um, sem nenhum prejuízo interpretativo. 

História bizarra da literatura brasileira, de Marcel Verrumo - Editora PlanetaDentre as curiosidades trazidas pelo autor, destaco o poeta que era adepto do poliamor, teve três companheiras e, após a sua morte, descobriu-se correspondências trocadas com uma quarta. Curioso, também, é o fim que teve a menina que inspirou o poema "Marília de Dirceu". Há casos divertidos, como o da Rua do Ouvidor, que em determinado momento chamou-se Sucussarará (vocês nem imaginam por quê😂). Fiquei comovida com a história de Raul Pompéia e chocada com o fim trágico de Euclides da Cunha (embora conhecesse a história do autor de Os Sertões, sempre fico chocada com o seu fim). Para mim, o mais curioso de tudo foi saber que houve um escravo que escreveu a sua autobiografia. Pena que ficou perdido no tempo. Trata-se de um livro que agradará tanto aos que já têm algum conhecimento sobre o assunto, mas querem saber um pouco mais, quanto aos que não sabem muito sobre o tema, mas querem aprender. Leitura recomendada!

História bizarra da literatura brasileira, de Marcel Verrumo - Editora Planeta

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A sétima morte, de Paul Cleave - Editora Fundamento

A sétima morte, de Paul Cleave - Editora Fundamento
A sétima morte
Autor: Paul Cleave
Editora Fundamento
Ano: 2012
Número de páginas: 312
Cortesia da editora

Ao iniciarmos a leitura de A sétima morte, do autor neozelandês Paul Cleave, publicado pela Editora Fundamento, a percepção que temos é de um homem que, ao chegar em casa depois de um dia de trabalho, toma uma cerveja enquanto aguarda Ângela (que pensamos ser talvez sua esposa, talvez namorada) sair do banho. Assim que a moça aparece, e se depara com o homem, temos a primeira surpresa entre tantas que o livro nos reserva. 

Joe Middleton é um homem de pouco mais de trinta anos, que trabalha como faxineiro em uma delegacia em Christchurch, Nova Zelândia, e que todos julgam ser um portador de retardo mental. O que logo descobrimos é que todos julgam errado, pois na verdade, Joe é o serial killer da história, mais conhecido como "O Carniceiro de Christchurch". Joe não se considera um psicopata, tampouco um esquizofrênico, definindo-se como uma pessoa normal. Mas o fato é que ele mata mulheres pelo puro prazer de matar. Por trabalhar na delegacia que investiga o Carniceiro de Christchurch, consegue ter acesso a informações privilegiadas, inclusive fazendo cópias de documentos importantes relativos às investigações.

A sétima morte, de Paul Cleave - Editora FundamentoDentre as mortes atribuídas ao Carniceiro de Christchurch, há uma que foi executada por outra pessoa, que se aproveitou da ocasião em que estão todos a procura do serail killer para cometer um crime, de forma muito parecida com a do Carniceiro, e se livrar da culpa. Joe não gosta nada disso, e resolve investigar por conta própria pensando em reverter a situação e colocar a culpa de todos os seus crimes nas costas do espertalhão que tentou incriminá-lo. Dessa forma, Joe acaba por tornar-se, além de caça, também caçador. No decorrer da narrativa, o tão perigoso serial killer depara-se com Melissa, uma mulher tão perigosa quanto ele próprio, e desse encontro, Joe levará uma marca para o resto de sua vida.

Uma personagem de grande importância na narrativa é Sally, que trabalha na delegacia como chefe de manutenção. Ela tem uma imensa empatia por Joe, pelo fato dele ser (ou ela achar que ele é) retardado, pois ele a faz lembrar de seu irmão especial, que morreu com 15 anos. Sally é uma pessoa que pode ser definida como generosa, daquelas que estão sempre dispostas a ajudar as pessoas. Em sua ingenuidade, acha que conhece todas as pessoas muito bem, sobretudo Joe. Na tentativa de ajudar Joe, Sally envolve-se na história de modo a, no final, desempenhar um papel fundamental no desfecho da trama.

O livro possui um ritmo bastante acelerado. Por vezes tive a impressão de estar assistindo a um filme de ação, em outros momentos, a um drama psicológico. Trata-se de um thriller daqueles que nos deixam de cabelos em pé, morrendo de vontade de saber o que acontecerá logo a seguir. Em determinado ponto da narrativa chegamos a nos perguntar o que é realidade e o que é fantasia criada pela mente doentia de Joe. As coisas se tornam mais claras porque a história é narrada, ora em primeira pessoa, pelo próprio Joe, ora em terceira pessoa, com o foco narrativo em Sally. Isso faz com que consigamos acompanhar o que acontece no interior de Joe, tendo uma boa noção de como funciona a sua mente e, ao mesmo tempo, tenhamos uma visão de fora, de como as coisas são na realidade. Posso dizer que, para os amantes de um bom suspense, o livro é viciante, fazendo-nos lamentar quando precisamos largá-lo. Recomendo a leitura.

A sétima morte, de Paul Cleave - Editora Fundamento

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Sejamos todos feministas, de Chimamanda Ngozi Adichie - Editora Companhia das Letras

Sejamos todos feministas, de Chimamanda Ngozi Adichie - Editora Companhia das LetrasSejamos todos feministas
Editora Companhia das Letras
Ano: 2014
Número de páginas: 64

Estava com esse livro para ler há algum tempo (na versão Kindle), mas por um motivo ou por outro, sempre adiava. Até que resolvi iniciar a leitura, e então, perguntei-me: por que não o li antes, por quê? Em suas aproximadamente 64 páginas, Sejamos todos feministas, da autora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie (nome diferente!), publicado no Brasil pela Editora Companhia da Letras, desconstrói completamente todos os estereótipos que envolvem o tema feminismo. 

Chimanda conta que se lembra de alguém ter-lhe dito que não se tornasse uma feminista, pois estas são mulheres muito infelizes. Então, ela resolveu denominar-se uma feminista feliz. Mais alguém lhe falou que o feminismo não é uma tradição entre as mulheres nigerianas, e ela resolveu que se assumira uma feminista feliz nigeriana. Ao ouvir comentarem que feministas odeiam homens, ela decidiu que seria uma feminista feliz nigeriana que não odeia homens e que usa batom, salto alto, etc. Achei muito interessante o modo bem humorado que ela usou para contrariar os esteriótipos que, muitas vezes, são usados para fazer com que as mulheres tenham medo ou constrangimento em assumir-se feministas, pois se você for uma delas, mostrará que é uma mulher infeliz, sem nenhuma vaidade, que odeia homens.

Outro ponto forte do livro foi o momento em que a autora reflete sobre a forma como somos criados. Segundo ela, os homens são criados para serem durões, o que resulta em egos frágeis, pessoas com medo de fracassar. As mulheres são criadas para cuidar do ego frágil dos homens e, portanto, não podem ser mais bem sucedidas do que eles, pois o sucesso feminino fere o orgulho dos homens, fazendo-os sentirem-se ameaçados pelas mulheres. Seguindo essa linha de raciocínio não fica muito difícil de concluir que essa sociedade machista é cruel para os homens também, pois coloca o peso do mundo em suas costas.

Embora possua apenas 64 páginas, o livro é muito rico em reflexões, e o que é melhor de tudo, sem aquele tom de revolta e de amargura que há em algumas obras do gênero. Chimamanda consegue manter até uma certa suavidade em seu texto, o que faz com que seja uma leitura muito aprazível. Além das situações acima citadas, a autora traz outros fatos por ela vividos, que nos mostram como, às vezes, o machismo está presente em situações do cotidiano que nos passam despercebidas. Recomendo essa leitura, não apenas para quem simpatiza e/ou defende a causa feminista, mas também para quem não sabe nada sobre o assunto e quer conhecer um pouco mais e, sobretudo, para os que pensam de forma diversa, pois é sempre bom saber o que pensa quem está do outro lado. Aproveito para recomendar a leitura da resenha de Hibisco roxo, da mesma autora.


Sejamos todos feministas, de Chimamanda Ngozi Adichie - Editora Companhia das Letras

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O livro de Moriarty, de Arthur Conan Doyle - Editora Companhia das Letras

O livro de Moriarty, de Arthur Conan Doyle - Editora Companhia das Letras
O livro de Moriarty
Editora Companhia das Letras - Penguin
Ano: 2017
Número de páginas: 416
Cortesia da editora

As lembranças de nossa infância estão, seguramente, entre as melhores que temos. E embora não tenha lido todas as obras de Sir Arthur Conan Doyle, O livro de Moriarty, publicado pela Editora Companhia das Letras - Penguin, trouxe-me uma suave brisa desses bons tempos. Explico: cresci ouvindo meu pai falar sobre suas tão agradáveis leituras sobre as peripécias do grande detetive Sherlock Holmes, o que me levou a realizar a leitura de alguns de seus livros, dos quais gostei muito, ainda na pré-adolescência. Agora, após relembrar um pouco daqueles bons momentos, pergunto-me: por quê não li TODAS essas histórias incríveis antes?

Para os amantes da literatura policial, Sherlocck Holmes é uma referência. Inspirou inúmeros livros do gênero, além de filmes. Sempre ao lado de seu caro amigo Watson, Holmes enfrenta, com seu cérebro genial, os piores criminosos de Londres. O pior de todos é o professor de matemática James Moriarty. O problema é que este não é o tipo de bandido que põe a mão na massa, ele apenas fica responsável pelo planejamento, pela parte intelectual do crime. Por ser um criminoso genial, Moriarty chama a atenção de Sherlock que, em certa medida, admira a sua inteligência.

O livro constitui-se de seis contos e um romance em que James Moriarty aparece direta ou indiretamente. O primeiro conto, intitulado O problema final, é o único em que há o confronto entre Sherlock Holmes e Moriarty, nos demais ele sempre tem algum tipo de envolvimento, é mencionado de alguma forma. Holmes, com sua imensa perspicácia, sabe que Moriarty está por trás da maioria dos crimes que ocorrem em Londres, porém, quando leva tal conhecimento à polícia, todos pensam tratar-se de fantasia do detetive.

Watson é o narrador oficial das histórias de Sherlock Holmes, portanto, temos sempre o seu ponto de vista, exceto no conto Sua última mesura, em que há uma primeira parte cujo narrador, em terceira pessoa, não pode ser identificado. Com uma narrativa ágil e inteligente, O livro de Moriarty é daquelas obras que nos pegam de jeito. É uma excelente pedida, tanto para os apreciadores de Sherlock Holmes, quanto para aqueles que ainda não tiveram nenhum contato com o detetive da rua Baker Street.

O livro de Moriarty, de Arthur Conan Doyle - Editora Companhia das Letras

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O bazar dos sonhos ruins, de Stephen King - Editora Suma de Letras

O bazar dos sonhos ruins, de Stephen King - Editora Suma de Letras
O bazar dos sonhos ruins
Autor: Stephen King
Editora Suma de Letras
Ano: 2017
Número de páginas: 527
Cortesia da editora

Para mim, cada livro de Stephen King que leio revela-se um presente do autor para o seu público. Com a obra O bazar dos sonhos ruins, publicada no Brasil pela Editora Suma de Letras, não foi diferente. O livro é composto por 18 contos e dois poemas narrativos (sim, King se aventurando no mundo da poesia) e, apesar do título sugerir medo, não há nada de muito aterrorizante nas histórias. 

Dizem que a perfeição se encontra nos detalhes, e um dos que mais gostei no livro são os comentários feitos pelo autor, antes de cada conto, explicando um pouco da gênese da história, ou seja, King fala de como a ideia para cada texto surgiu. Os temas abordados no livro são os mais variados, desde tabus e de questões que nos acompanham durante toda a vida, como culpa, o que é moral ou não e os erros que gostaríamos de consertar, até o que encontramos após a morte.

Stephen King tem uma forma de escrever que nos prende desde o primeiro parágrafo, e com este livro não foi diferente. Os contos não apresentam um tamanho padrão, pois alguns são longos enquanto outros são relativamente curtos. Trazem sempre um final surpreendente (o que é muito comum no trabalho do autor) com exceção do conto Indisposta, em que podemos deduzir o final da narrativa, fato que não traz nenhum tipo de prejuízo à qualidade do texto. 

Embora eu aprecie bastante o gênero poesia, não curti muito as duas narrativas poéticas presentes na obra. Não que sejam ruins, mas ficam aquém da qualidade presente nos demais textos narrativos de King. Embora trate de assuntos densos, os textos são narrados de uma forma leve, com certa ironia em alguns casos, e boas pitadas de bom-humor. O único conto em que a leitura foi um pouco mais travada foi Blockade Billy, mas isso não se deve a algum tipo de problema no conto, e sim à minha imensa ignorância no que se refere a beisebol, pois o narrador descreve muitas situações relacionadas a esse jogo. 

Se tivesse que usar uma palavra para definir esse livro seria: maravilhoso.  É um livro que recomendo sem pensar duas vezes. Aliás, sempre tenho recomendado a leitura dos livros de Stephen King (vejam Mr. Mercedes e  Achados e perdidos). O bazar dos sonhos ruins ainda não será a exceção dessa regra. 

O bazar dos sonhos ruins, de Stephen King - Editora Suma de Letras

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Boa noite, de Pam Gonçalves - Editora Galera Record

Boa noite, de Pam Gonçalves - Editora Galera Record
Boa noite
Galera Record 
Ano: 2016
Número de páginas: 240

Os fãs do gênero New Adult devem procurar ler Boa noite, publicado pela Galera Record, o mais rápido possível. Este é definitivamente um livro que mexe com o leitor, especialmente com as mulheres, pois aborda temas como machismo e abuso sexual.

Para abordar esses temas, a autora Pam Gonçalves conta a história de Alina, uma jovem de dezoito anos que acaba de sair da casa de seus pais para entrar na faculdade. A garota tem esperanças de deixar para trás os adjetivos que a rotulam: ótima filha, ótima aluna, “certinha”, e descobrir quem quer ser ao entrar na fase de estudante universitária. Ela pretende ser uma engenheira da computação bem sucedida, e aguarda ansiosamente pelo início de seu curso. Porém, logo no primeiro dia de aula, Alina é obrigada a enfrentar um problema: é uma das poucas mulheres na turma, o que faz com que seja alvo de piadas e insultos machistas. Até mesmo seus professores tratam as alunas de forma diferente dos alunos.

Boa noite, de Pam Gonçalves - Editora Galera Record
Foto de Renata Vanzella
Mesmo desanimada com a turma, Alina procura dedicar-se aos estudos, tentando provar que é tão capaz quanto os garotos que a discriminam. Entretanto, as famosas festas universitárias começam a acontecer, e sua colega de quarto a arrasta para todas, em uma tentativa de fazer Alina se enturmar, deixando os estudos de lado. Nesses eventos, a garota conhece pessoas novas, fazendo amizade com algumas e se apaixonando por outras.

O que Alina não sabe é que muitas alunas são abusadas nas festas que ela frequenta. Logo, uma página de fofocas é criada na internet, contendo relatos de alunos que estupram garotas e as “avaliam”, classificando-as de acordo com o prazer que tiveram durante o abuso sexual. E o pior: as garotas mencionadas na página alegam que foram drogadas pelos rapazes.

Assim que Alina fica sabendo sobre o que realmente acontece nas festas, começa a se dedicar a ajudar as garotas que sofrem abuso e tem medo de denunciar, por conta do julgamento das pessoas. Em pouco tempo, a garota descobre que a universidade pode ser bem amarga, e que realizar seu sonho não será tão fácil quanto ela imaginava.

Em seu primeiro livro solo, Pam Gonçalves fala sobre machismo, abuso sexual e o medo de denunciá-lo, drogas, a força feminina e os conflitos que enfrentamos na universidade, com uma pitada de romance e uma escrita maravilhosa. Boa noite é um livro surpreendente, para ser devorado em poucas horas.

Boa noite, de Pam Gonçalves - Editora Galera Record

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O jogo, da série Amores improváveis, de Elle Kennedy - Editora Paralela

O jogo, da série Amores improváveis, de Elle Kennedy - Editora Paralela
O jogo (Amores improváveis 3)
Autora: Elle Kennedy
Editora Paralela
Ano: 2017
Número de páginas: 341
Skoob
Cortesia da editora

O jogo, terceiro livro da incrível série publicada pela Editora Paralela, intitulada Amores improváveis, da autora Elle Kennedy, conta a historia de um casal, Aliie e Dean, os dois não têm nada em comum, além é claro, da atração física que sentem um pelo outro. 

Allie é guerreira,  tem o sonho de ser atriz, esta às vésperas  da formatura no curso de artes cênicas, e não tem ideia de como será o seu futuro, se cuidará de seu pai, que sofre com uma doença degenerativa, ou se irá para Hollywood. Allie não deixa ninguém interferir em suas escolhas, é alegre e determinada.

Dean é um rapaz bom caráter, muito inteligente, jogador de hóquei do time da universidade, e tem tudo pra ser um riquinho mimado, mas é o oposto disso.

Allie tem com Sean um namoro de longa data e o seu relacionamento não esta nada bem. Eles discutem o tempo todo, Sean não quer que Allie se torne uma atriz, e brigam por esse motivo. Durante uma discussão, Allie termina o namoro e  se afasta de Sean. Porém, Sean não aceita o fim do relacionamento e começa a incomodar Allie. 

Allie pede ajuda a sua melhor amiga Hannah (namorada de Garret, casal do primeiro livro da série, O Acordo).

Então Garret e Hannah resolvem ajudá-la e decidem deixar Allie ficar na casa de Garret no fim de semana, já que eles estarão viajando.

Então Allie passara o fim de semana na casa dos amigos, mas para surpresa dela  Dean está em casa com duas garotas, e Allie acaba atrapalhando o encontro dele.

Dean fica muito bravo em ter que cuidar de Allie a pedido de Garret e Hannah. Eles pedem que ele  não deixe a moça se aproximar do celular, já que Sean sempre acaba fazendo com que Allie o perdoe, tirando proveito da situação.

Dean é o cara mais mulherengo da turma, sem vergonha e lindo (eu já disse lindo?), o seu lema é viver o presente.

Dean e Allie ficam, logo na primeira noite que passam na casa de Garret, Allie estava bêbada e acabou cedendo, já que estava diante de um Deus grego.

Dean tem as mulheres aos seus pés, mas Allie é diferente e ele quer ficar com ela de novo, mas Allie quer um compromisso e Dean não é de namoros sérios, ele terá que conquistá-la, não só com seus dotes na cama. E não demora muito para que essa amizade-colorida se torne uma conexão especial. Allie descobre que Dean, por trás das aparências de galanteador, é um homem encantador, integro e muito doce.

O jogo é um livro divertido, ousado assim como o personagem Dean, pra quem curte o gênero vai ficar enfeitiçado, eu recomendo a leitura!!


O jogo, da série Amores improváveis, de Elle Kennedy - Editora Paralela

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