sábado, 3 de junho de 2017

A sétima morte, de Paul Cleave - Editora Fundamento

A sétima morte, de Paul Cleave - Editora Fundamento
A sétima morte
Autor: Paul Cleave
Editora Fundamento
Ano: 2012
Número de páginas: 312
Cortesia da editora

Ao iniciarmos a leitura de A sétima morte, do autor neozelandês Paul Cleave, publicado pela Editora Fundamento, a percepção que temos é de um homem que, ao chegar em casa depois de um dia de trabalho, toma uma cerveja enquanto aguarda Ângela (que pensamos ser talvez sua esposa, talvez namorada) sair do banho. Assim que a moça aparece, e se depara com o homem, temos a primeira surpresa entre tantas que o livro nos reserva. 

Joe Middleton é um homem de pouco mais de trinta anos, que trabalha como faxineiro em uma delegacia em Christchurch, Nova Zelândia, e que todos julgam ser um portador de retardo mental. O que logo descobrimos é que todos julgam errado, pois na verdade, Joe é o serial killer da história, mais conhecido como "O Carniceiro de Christchurch". Joe não se considera um psicopata, tampouco um esquizofrênico, definindo-se como uma pessoa normal. Mas o fato é que ele mata mulheres pelo puro prazer de matar. Por trabalhar na delegacia que investiga o Carniceiro de Christchurch, consegue ter acesso a informações privilegiadas, inclusive fazendo cópias de documentos importantes relativos às investigações.

A sétima morte, de Paul Cleave - Editora FundamentoDentre as mortes atribuídas ao Carniceiro de Christchurch, há uma que foi executada por outra pessoa, que se aproveitou da ocasião em que estão todos a procura do serail killer para cometer um crime, de forma muito parecida com a do Carniceiro, e se livrar da culpa. Joe não gosta nada disso, e resolve investigar por conta própria pensando em reverter a situação e colocar a culpa de todos os seus crimes nas costas do espertalhão que tentou incriminá-lo. Dessa forma, Joe acaba por tornar-se, além de caça, também caçador. No decorrer da narrativa, o tão perigoso serial killer depara-se com Melissa, uma mulher tão perigosa quanto ele próprio, e desse encontro, Joe levará uma marca para o resto de sua vida.

Uma personagem de grande importância na narrativa é Sally, que trabalha na delegacia como chefe de manutenção. Ela tem uma imensa empatia por Joe, pelo fato dele ser (ou ela achar que ele é) retardado, pois ele a faz lembrar de seu irmão especial, que morreu com 15 anos. Sally é uma pessoa que pode ser definida como generosa, daquelas que estão sempre dispostas a ajudar as pessoas. Em sua ingenuidade, acha que conhece todas as pessoas muito bem, sobretudo Joe. Na tentativa de ajudar Joe, Sally envolve-se na história de modo a, no final, desempenhar um papel fundamental no desfecho da trama.

O livro possui um ritmo bastante acelerado. Por vezes tive a impressão de estar assistindo a um filme de ação, em outros momentos, a um drama psicológico. Trata-se de um thriller daqueles que nos deixam de cabelos em pé, morrendo de vontade de saber o que acontecerá logo a seguir. Em determinado ponto da narrativa chegamos a nos perguntar o que é realidade e o que é fantasia criada pela mente doentia de Joe. As coisas se tornam mais claras porque a história é narrada, ora em primeira pessoa, pelo próprio Joe, ora em terceira pessoa, com o foco narrativo em Sally. Isso faz com que consigamos acompanhar o que acontece no interior de Joe, tendo uma boa noção de como funciona a sua mente e, ao mesmo tempo, tenhamos uma visão de fora, de como as coisas são na realidade. Posso dizer que, para os amantes de um bom suspense, o livro é viciante, fazendo-nos lamentar quando precisamos largá-lo. Recomendo a leitura.

A sétima morte, de Paul Cleave - Editora Fundamento

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terça-feira, 2 de maio de 2017

O livro de Moriarty, de Arthur Conan Doyle - Editora Companhia das Letras

O livro de Moriarty, de Arthur Conan Doyle - Editora Companhia das Letras
O livro de Moriarty
Editora Companhia das Letras - Penguin
Ano: 2017
Número de páginas: 416
Cortesia da editora

As lembranças de nossa infância estão, seguramente, entre as melhores que temos. E embora não tenha lido todas as obras de Sir Arthur Conan Doyle, O livro de Moriarty, publicado pela Editora Companhia das Letras - Penguin, trouxe-me uma suave brisa desses bons tempos. Explico: cresci ouvindo meu pai falar sobre suas tão agradáveis leituras sobre as peripécias do grande detetive Sherlock Holmes, o que me levou a realizar a leitura de alguns de seus livros, dos quais gostei muito, ainda na pré-adolescência. Agora, após relembrar um pouco daqueles bons momentos, pergunto-me: por quê não li TODAS essas histórias incríveis antes?

Para os amantes da literatura policial, Sherlocck Holmes é uma referência. Inspirou inúmeros livros do gênero, além de filmes. Sempre ao lado de seu caro amigo Watson, Holmes enfrenta, com seu cérebro genial, os piores criminosos de Londres. O pior de todos é o professor de matemática James Moriarty. O problema é que este não é o tipo de bandido que põe a mão na massa, ele apenas fica responsável pelo planejamento, pela parte intelectual do crime. Por ser um criminoso genial, Moriarty chama a atenção de Sherlock que, em certa medida, admira a sua inteligência.

O livro constitui-se de seis contos e um romance em que James Moriarty aparece direta ou indiretamente. O primeiro conto, intitulado O problema final, é o único em que há o confronto entre Sherlock Holmes e Moriarty, nos demais ele sempre tem algum tipo de envolvimento, é mencionado de alguma forma. Holmes, com sua imensa perspicácia, sabe que Moriarty está por trás da maioria dos crimes que ocorrem em Londres, porém, quando leva tal conhecimento à polícia, todos pensam tratar-se de fantasia do detetive.

Watson é o narrador oficial das histórias de Sherlock Holmes, portanto, temos sempre o seu ponto de vista, exceto no conto Sua última mesura, em que há uma primeira parte cujo narrador, em terceira pessoa, não pode ser identificado. Com uma narrativa ágil e inteligente, O livro de Moriarty é daquelas obras que nos pegam de jeito. É uma excelente pedida, tanto para os apreciadores de Sherlock Holmes, quanto para aqueles que ainda não tiveram nenhum contato com o detetive da rua Baker Street.

O livro de Moriarty, de Arthur Conan Doyle - Editora Companhia das Letras

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domingo, 30 de abril de 2017

O bazar dos sonhos ruins, de Stephen King - Editora Suma de Letras

O bazar dos sonhos ruins, de Stephen King - Editora Suma de Letras
O bazar dos sonhos ruins
Autor: Stephen King
Editora Suma de Letras
Ano: 2017
Número de páginas: 527
Cortesia da editora

Para mim, cada livro de Stephen King que leio revela-se um presente do autor para o seu público. Com a obra O bazar dos sonhos ruins, publicada no Brasil pela Editora Suma de Letras, não foi diferente. O livro é composto por 18 contos e dois poemas narrativos (sim, King se aventurando no mundo da poesia) e, apesar do título sugerir medo, não há nada de muito aterrorizante nas histórias. 

Dizem que a perfeição se encontra nos detalhes, e um dos que mais gostei no livro são os comentários feitos pelo autor, antes de cada conto, explicando um pouco da gênese da história, ou seja, King fala de como a ideia para cada texto surgiu. Os temas abordados no livro são os mais variados, desde tabus e de questões que nos acompanham durante toda a vida, como culpa, o que é moral ou não e os erros que gostaríamos de consertar, até o que encontramos após a morte.

Stephen King tem uma forma de escrever que nos prende desde o primeiro parágrafo, e com este livro não foi diferente. Os contos não apresentam um tamanho padrão, pois alguns são longos enquanto outros são relativamente curtos. Trazem sempre um final surpreendente (o que é muito comum no trabalho do autor) com exceção do conto Indisposta, em que podemos deduzir o final da narrativa, fato que não traz nenhum tipo de prejuízo à qualidade do texto. 

Embora eu aprecie bastante o gênero poesia, não curti muito as duas narrativas poéticas presentes na obra. Não que sejam ruins, mas ficam aquém da qualidade presente nos demais textos narrativos de King. Embora trate de assuntos densos, os textos são narrados de uma forma leve, com certa ironia em alguns casos, e boas pitadas de bom-humor. O único conto em que a leitura foi um pouco mais travada foi Blockade Billy, mas isso não se deve a algum tipo de problema no conto, e sim à minha imensa ignorância no que se refere a beisebol, pois o narrador descreve muitas situações relacionadas a esse jogo. 

Se tivesse que usar uma palavra para definir esse livro seria: maravilhoso.  É um livro que recomendo sem pensar duas vezes. Aliás, sempre tenho recomendado a leitura dos livros de Stephen King (vejam Mr. Mercedes e  Achados e perdidos). O bazar dos sonhos ruins ainda não será a exceção dessa regra. 

O bazar dos sonhos ruins, de Stephen King - Editora Suma de Letras

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segunda-feira, 24 de abril de 2017

Boa noite, de Pam Gonçalves - Editora Galera Record

Boa noite, de Pam Gonçalves - Editora Galera Record
Boa noite
Galera Record 
Ano: 2016
Número de páginas: 240

Os fãs do gênero New Adult devem procurar ler Boa noite, publicado pela Galera Record, o mais rápido possível. Este é definitivamente um livro que mexe com o leitor, especialmente com as mulheres, pois aborda temas como machismo e abuso sexual.

Para abordar esses temas, a autora Pam Gonçalves conta a história de Alina, uma jovem de dezoito anos que acaba de sair da casa de seus pais para entrar na faculdade. A garota tem esperanças de deixar para trás os adjetivos que a rotulam: ótima filha, ótima aluna, “certinha”, e descobrir quem quer ser ao entrar na fase de estudante universitária. Ela pretende ser uma engenheira da computação bem sucedida, e aguarda ansiosamente pelo início de seu curso. Porém, logo no primeiro dia de aula, Alina é obrigada a enfrentar um problema: é uma das poucas mulheres na turma, o que faz com que seja alvo de piadas e insultos machistas. Até mesmo seus professores tratam as alunas de forma diferente dos alunos.

Boa noite, de Pam Gonçalves - Editora Galera Record
Foto de Renata Vanzella
Mesmo desanimada com a turma, Alina procura dedicar-se aos estudos, tentando provar que é tão capaz quanto os garotos que a discriminam. Entretanto, as famosas festas universitárias começam a acontecer, e sua colega de quarto a arrasta para todas, em uma tentativa de fazer Alina se enturmar, deixando os estudos de lado. Nesses eventos, a garota conhece pessoas novas, fazendo amizade com algumas e se apaixonando por outras.

O que Alina não sabe é que muitas alunas são abusadas nas festas que ela frequenta. Logo, uma página de fofocas é criada na internet, contendo relatos de alunos que estupram garotas e as “avaliam”, classificando-as de acordo com o prazer que tiveram durante o abuso sexual. E o pior: as garotas mencionadas na página alegam que foram drogadas pelos rapazes.

Assim que Alina fica sabendo sobre o que realmente acontece nas festas, começa a se dedicar a ajudar as garotas que sofrem abuso e tem medo de denunciar, por conta do julgamento das pessoas. Em pouco tempo, a garota descobre que a universidade pode ser bem amarga, e que realizar seu sonho não será tão fácil quanto ela imaginava.

Em seu primeiro livro solo, Pam Gonçalves fala sobre machismo, abuso sexual e o medo de denunciá-lo, drogas, a força feminina e os conflitos que enfrentamos na universidade, com uma pitada de romance e uma escrita maravilhosa. Boa noite é um livro surpreendente, para ser devorado em poucas horas.

Boa noite, de Pam Gonçalves - Editora Galera Record

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sexta-feira, 7 de abril de 2017

O jogo, da série Amores improváveis, de Elle Kennedy - Editora Paralela

O jogo, da série Amores improváveis, de Elle Kennedy - Editora Paralela
O jogo (Amores improváveis 3)
Autora: Elle Kennedy
Editora Paralela
Ano: 2017
Número de páginas: 341
Skoob
Cortesia da editora

O jogo, terceiro livro da incrível série publicada pela Editora Paralela, intitulada Amores improváveis, da autora Elle Kennedy, conta a historia de um casal, Aliie e Dean, os dois não têm nada em comum, além é claro, da atração física que sentem um pelo outro. 

Allie é guerreira,  tem o sonho de ser atriz, esta às vésperas  da formatura no curso de artes cênicas, e não tem ideia de como será o seu futuro, se cuidará de seu pai, que sofre com uma doença degenerativa, ou se irá para Hollywood. Allie não deixa ninguém interferir em suas escolhas, é alegre e determinada.

Dean é um rapaz bom caráter, muito inteligente, jogador de hóquei do time da universidade, e tem tudo pra ser um riquinho mimado, mas é o oposto disso.

Allie tem com Sean um namoro de longa data e o seu relacionamento não esta nada bem. Eles discutem o tempo todo, Sean não quer que Allie se torne uma atriz, e brigam por esse motivo. Durante uma discussão, Allie termina o namoro e  se afasta de Sean. Porém, Sean não aceita o fim do relacionamento e começa a incomodar Allie. 

Allie pede ajuda a sua melhor amiga Hannah (namorada de Garret, casal do primeiro livro da série, O Acordo).

Então Garret e Hannah resolvem ajudá-la e decidem deixar Allie ficar na casa de Garret no fim de semana, já que eles estarão viajando.

Então Allie passara o fim de semana na casa dos amigos, mas para surpresa dela  Dean está em casa com duas garotas, e Allie acaba atrapalhando o encontro dele.

Dean fica muito bravo em ter que cuidar de Allie a pedido de Garret e Hannah. Eles pedem que ele  não deixe a moça se aproximar do celular, já que Sean sempre acaba fazendo com que Allie o perdoe, tirando proveito da situação.

Dean é o cara mais mulherengo da turma, sem vergonha e lindo (eu já disse lindo?), o seu lema é viver o presente.

Dean e Allie ficam, logo na primeira noite que passam na casa de Garret, Allie estava bêbada e acabou cedendo, já que estava diante de um Deus grego.

Dean tem as mulheres aos seus pés, mas Allie é diferente e ele quer ficar com ela de novo, mas Allie quer um compromisso e Dean não é de namoros sérios, ele terá que conquistá-la, não só com seus dotes na cama. E não demora muito para que essa amizade-colorida se torne uma conexão especial. Allie descobre que Dean, por trás das aparências de galanteador, é um homem encantador, integro e muito doce.

O jogo é um livro divertido, ousado assim como o personagem Dean, pra quem curte o gênero vai ficar enfeitiçado, eu recomendo a leitura!!


O jogo, da série Amores improváveis, de Elle Kennedy - Editora Paralela

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domingo, 19 de março de 2017

A traidora do trono, de Alwyn Hamilton - Editora Seguinte

A traidora do trono, de Alwyn Hamilton - Editora Seguinte
A traidora do tronoA rebelde do deserto 2
Editora Seguinte
Ano: 2017
Número de páginas: 440
Cortesia da editora

Alerta: esta resenha contém spoilers do livro A rebelde do deserto, de Alwyn Hamilton, publicado pela Editora Seguinte. 

Ler A traidora do trono foi como tomar uma injeção de adrenalina. A escritora Alwyn Hamilton se superou neste livro, uma das muitas publicações maravilhosas da Editora Seguinte.  Só posso dizer que a história me prendeu do início ao fim e mexeu demais comigo. 

A história de A traidora do trono começa a ser contada quase um ano depois do acontecimento final de A rebelde do deserto. Durante esses meses, a rebelião comandada por Ahmed, o príncipe rebelde, ganhou forças e fama. Ele agora controla parte de Miraji, e todos os cidadãos conhecem seu objetivo: livrar o deserto das garras de seu pai, o sultão, e transformá-lo em um país livre.

Amani é muito útil para o príncipe. Sua fama como “Bandida de olhos azuis” e seus poderes de demdji tornaram-se quase uma lenda em Miraji. Acompanhada por alguns amigos rebeldes e Jin, o garoto que ganhou seu coração, ela está sempre envolvida em batalhas contra o exército do sultão. O poder de Amani sobre as areias do deserto é, muitas vezes, a diferença entre a vida e a morte dos rebeldes. Portanto, eles fazem questão de tê-la sempre por perto.

Um dia, a garota é traída e levada à Izman, capital de Miraji, onde é vendida como prisioneira do sultão. Ela passa a viver no harém do palácio, junto com as esposas do príncipe herdeiro, que fazem de tudo para eliminá-la. Então Amani tenta se aproximar do sultão para descobrir segredos e conseguir informações sobre o país, na esperança de enviá-las aos rebeldes.

Mas isso não será tão simples quanto ela imaginava, pois vários fantasmas de seu passado aparecem para assombrá-la. Enquanto tenta lidar com eles, aproximar-se do sultão e planejar sua fuga, Amani lida com o maior dos desafios: descobrir em quem pode ou não confiar, dentro e fora do palácio.

A traidora do trono é um livro essencial a todos que leram A rebelde do deserto. Uma história recheada de mistérios, mortes e traições. Não tenho dúvidas de que os fãs de uma boa distopia serão fisgados logo nas primeiras páginas, mas aviso que devem estar preparados para uma leitura de tirar o fôlego.


A traidora do trono, de Alwyn Hamilton - Editora Seguinte


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quarta-feira, 15 de março de 2017

O guardião invisível, de Dolores Redondo - Editora Planeta

O guardião invisível, de Dolores Redondo - Editora Planeta
O guardião invisível
Editora Planeta
Ano: 2017
Número de páginas: 352
Cortesia da editora.

Para quem curte um bom romance policial, temperado com a dose certa de mistério e suspense, O guardião invisível, da escritora espanhola Dolores Redondo, Editora Planeta, é uma excelente pedida, pois trata-se de um daqueles livros que nos envolvem, e que não conseguimos largar até que a narrativa termine. 

A trama tem seu início quando, às margens do rio Baztán, é encontrado o corpo de uma garota. A forma como o corpo é apresentado remete-nos à ideia de algum tipo de ritual. A perícia encontra pelos de animais diversos no local, e a menina tem sua genitália raspada, com um doce típico da região colocado por cima.  Ao iniciar a investigação, os policiais percebem que há relação entre essa morte e outras duas ocorridas anteriormente nas imediações. Por ter nascido no mesmo povoado onde ocorrem as mortes, a policial Amaia Salazar é designada para comandar a investigação.

Amaia é uma personagem que também possui os seus mistérios e segredos, que aos poucos vão sendo revelados, e que nos deixam de coração apertado. Mas parece que o sofrimento pelo qual passou em sua infância a tornou uma mulher forte e determinada. Logo que iniciamos a leitura já desenvolvemos empatia pela policial, sobretudo por sua personalidade forte. No desenrolar da narrativa, conforme vamos nos envolvendo com seu passado marcado por um segredo envolto em mistério, vamos sendo abraçados pela história e pelo drama da personagem de uma forma que nos faz não querer mais largar o livro. 

No decorrer da narrativa podemos perceber uma certa tensão familiar, que vai temperando a história e contribuindo para que o livro nos "pegue" cada vez mais. Outro tempero muito bem utilizado pela autora na obra é um certo toque místico, que funcionou muito bem com a trama. Não posso dizer que o final tenha me surpreendido, mas garanto que me agradou. Recomendo a leitura para quem gosta de um bom suspense policial.


O guardião invisível, de Dolores Redondo - Editora Planeta



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