quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Primeiras leituras de 2016


Não sou o tipo de pessoa que costuma estabelecer metas de leitura, mas tenho a minha lista de livros (cada vez maior) e procuro segui-la. Para começar 2016 mais organizada, defini as minhas sete primeiras leituras, as quais pretendo que sejam feitas ainda em janeiro. Espero que o ano que inicia traga muitas conquistas e, claro, muitas leituras a todos nós. Feliz 2016! 


Origem - Um segredo que pode ser a nossa destruição, de J.T. Brannan
A pesquisadora científica Evelyn Edwards e sua equipe descobrem um corpo de 40 mil anos enterrado sob a calota polar da Antártida. Mas, quando começam a extrair o corpo do gelo, o sonho se transforma em um horrível pesadelo, quando todos são marcados para a morte por alguém que quer manter enterrado esse segredo. Evelyn mal consegue escapar com vida. Ela pede ajuda a seu ex-marido Matt Adams, antigo membro de uma unidade de elite do governo. Logo eles se veem envolvidos em uma corrida alucinante contra o tempo, que os leva ao Grande Colisor de Hádrons, em Genebra, enquanto tentam desvendar a maior conspiração de todos os tempos, antes que seja tarde demais para a espécie humana. Se a humanidade achava que conhecia suas origens, chegou a hora de repensar tudo, por que todas as crenças estão a ponto de ser questionadas.

Hibisco Roxo, de Chimamanda Adichie
Protagonista e narradora de Hibisco roxo, a adolescente Kambili mostra como a religiosidade extremamente “branca” e católica de seu pai, Eugene, famoso industrial nigeriano, inferniza e destrói lentamente a vida de toda a família. O pavor de Eugene às tradições primitivas do povo nigeriano é tamanho que ele chega a rejeitar o pai, contador de histórias encantador, e a irmã, professora universitária esclarecida, temendo o inferno. Mas, apesar de sua clara violência e opressão, Eugene é benfeitor dos pobres e, estranhamente, apoia o jornal mais progressista do país. Durante uma temporada na casa de sua tia, Kambili acaba se apaixonando por um padre que é obrigado a deixar a Nigéria, por falta de segurança e de perspectiva de futuro. Enquanto narra as aventuras e desventuras de Kambili e de sua família, o romance também apresenta um retrato contundente e original da Nigéria atual, mostrando os remanescentes invasivos da colonização tanto no próprio país, como, certamente, também no resto do continente.

Intérprete de males, de Jhumpa Lahiri
Vencedora do Prêmio Pulitzer de melhor ficção, a coleção de contos de estreia de Jhumpa Lahiri marcou, em 2000, sua entrada no mundo da literatura. Além disso, Intérprete de males também faz parte de uma primeira leva de certo tipo de literatura que tem ganhado cada vez mais espaço nas livrarias de todo mundo e cujos olhos estão voltados para a vivência entre duas culturas distintas, e para as relações determinadas por este processo: o exílio, a saudade, o desarraigamento, a inadequação, a esperança, a adaptação. A autora, uma das vozes mais importantes da literatura em língua inglesa, é convidada da Flip em 2014.
Nos nove contos que compõem o livro, o leitor verá sempre certo incômodo, certa maneira de estar num lugar de um modo desconfortável, uma espera sem nome e sobressaltos do entendimento desse processo. (...)

Sua voz dentro de mim, de Emma Forrest
Aos 22 anos, a jornalista, escritora e roteirista Emma Forrest havia trocado Londres por Nova York. Por trás do aparente sucesso, havia uma jovem autodestrutiva. Reunindo as memórias de Emma desde a infância, passando pelo complicado relacionamento com o ator Colin Farrell, que a levou finalmente a buscar ajuda, até as sessões com o discreto Dr. R - psiquiatra que a salvou e que morreu de câncer em meio ao tratamento de Emma -, Sua voz dentro de mim é um relato sincero e corajoso. O livro recebeu críticas positivas e a história chegará aos cinemas com Emma Watson e Stanley Tucci.


Os olhos do condenado, de Fernando Bins
Quando Felipe Teixeira – o jovem de olhar descontraído, apaixonado por poesia, blues e vinho tinto – é preso por um crime o qual não é culpado, ele é somente uma vítima? E quando ele rebate ao sistema opressor da penitenciária e se torna igualmente perverso em um plano de vingança, ele é simplesmente culpado? O que fazer, então, quanto tudo que lhe resta é uma cela, contendo apenas um beliche com colchões surrados, uma pequena fissura na parede coberta por grades e que insistem em chamar de janela, e a ruptura total com sua identidade e com os ideais os quais carregou por toda a vida até que os muros da penitenciária lhe limitassem o mundo? Em “Os olhos do condenado” o escritor Fernando Bins nos arrasta junto com nosso protagonista até as mais perversas e naturais faces de um homem a um novo modelo de sociedade e aos mais assombrosos fantasmas que a humanidade poderia apresentar.

A 5ª Onda , de Ricky Yancey
A Terra repentinamente sofre uma série de ataques alienígenas.
Na primeira onda de ataques, um pulso eletromagnético retira a eletricidade do planeta. Na segunda onda, um tsunami gigantesco mata 40% da população. Na terceira onda, os pássaros passam a transmitir um vírus que mata 97% das pessoas que resistiram aos ataques anteriores. Na quarta onda, os próprios alienígenas se infiltram entre os humanos restantes, espalhando a dúvida entre todos.
Com a proximidade cada vez maior da quinta onda, que promete exterminar de vez a raça humana, a adolescente Cassie Sullivan (Chloe Grace Moretz) precisa proteger seu irmão mais novo e descobrir em quem pode confiar.

Cordilheira, de Daniel Galera
Recém-saída de um relacionamento amoroso e ainda sob o impacto do suicídio de uma amiga, uma escritora resolve aproveitar o lançamento da tradução argentina de seu romance para passar uma temporada em Buenos Aires. 
Primeiro título da coleção Amores Expressos, em que autores brasileiros escrevem histórias de amor ambientadas em diversas cidades do mundo, 'Cordilheira' gira em torno de um recomeço: ao se envolver com um misterioso fã argentino e conviver com seus amigos de hábitos bizarros, a protagonista começa a deixar o passado para trás e a se tornar algo que ainda não sabe bem o que é. Diferentemente dos romances anteriores de Daniel Galera, a perspectiva não é a do universo masculino, e sim a de uma narradora sem receio de encarar os próprios abismos emocionais.
'Tive vontade de desenvolver uma protagonista mulher', explica o autor, 'porque as mulheres modernas me parecem bem mais interessantes e complexas do que os homens. A decisão de narrar o livro em primeira pessoa só veio mais tarde, depois da viagem a Buenos Aires, quando comecei a escrevê-lo.'
Além de uma história de perdas, encontros e desencontros, 'Cordilheira' também é uma reflexão sobre vida e arte, seus limites nem sempre definidos e a maneira como essa sobreposição, em meio aos sonhos e impasses de quem cedo ou tarde precisará enfrentar a realidade, pode acabar mudando os destinos individuais.