quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Memória de minhas putas tristes: obra-prima de Gabriel García Márquez - Editora Record

Memória de minhas putas tristes: obra-prima de Gabriel García MárquezMemória de minhas putas tristes, de Gabriel García Márquez, Editora Record, foi uma leitura que mexeu muito comigo, pela forma com a qual a narrativa lida com algumas angústias humanas. Ao completar 90 anos um homem solitário decide que se dará de presente uma noite de amor louco com uma adolescente virgem. E ele tem, sim, a sua noite, que não acontece do jeito que ele imaginou, pois a sua menina, a jovem Delgadina (ou seja lá o nome pelo qual ela atenda), é muito dorminhoca. Mas ele se apaixona pela moça de forma intensa e arrebatadora. E que ninguém subestime a força de um amor invernal! 

Com a descoberta desse amor tardio, a vida do nosso protagonista dá uma volta de 180 graus. A partir do momento em que ele se apaixona por uma jovem que poderia ser sua neta (talvez bisneta), ele começa a se deparar com a triste realidade de sua velhice. Começa a perceber que a morte não vai chegar um dia, em uma data marcada, mas ela vem aos poucos, de vagar, um pouco a cada dia, desde que nascemos. O ancião apaixonado dá-se conta, pela primeira vez em sua vida, de que o tempo passou. Percebe que está velho, embora por dentro ainda sinta queimar o fogo da juventude. 

Memória de minhas putas tristes: obra-prima de Gabriel García Márquez

A obra trata de um dos principais dilemas humanos: sentir a proximidade da morte e saber que nada pode ser feito a respeito. É uma história tocante em sua humanidade. É lindo ver a forma como o nosso protagonista transforma-se, como cresce e humaniza-se. Gabriel García Márquez dispensa recomendações, ainda assim, recomendo mil vezes o seu livro Memória de minhas putas tristes, mais uma obra prima dentre tantas outras.





Memória de minhas putas tristes: obra-prima de Gabriel García Márquez


Postado por: Saraiva | Cultura | Submarino