quinta-feira, 21 de abril de 2016

As melhores histórias da mitologia nórdica, de A. S. Franchini e Carmen Seganfredo - Editora Artes e Ofícios

Para a maioria de nós, o conhecimento que temos sobre mitologia nórdica vem de filmes, quadrinhos e dos livros de Tolkien, que originaram a saga cinematográfica Senhor dos anéis. Mais recentemente, surgiu a série televisiva Viking, que também nos menciona um pouco sobre os deuses dessa mitologia. Obviamente, há muitos elementos na mitologia nórdica que podemos relacionar com a grega e com a latina, afinal, há algo que sempre se repete nas diferentes mitologias, tornando-as parecidas em vários aspectos, desde os deuses e suas personalidades, até as histórias propriamente ditas.

As melhores histórias da mitologia nórdica, obra escrita por A. S. Franchini e Carmen Seganfredo,  publicada pela Editora Artes e Ofícios, nos traz uma visão de como são essas histórias em sua origem. Essa mitologia teve início com os povos pré-cristãos que viviam na região onde hoje se localizam a Noruega, a Suécia, a Dinamarca e a Islândia. Com a expansão dos Vikings, a devoção a esses deuses chegou à Alemanha, que foi, e é até hoje, grande divulgadora desses mitos. O livro divide-se em duas partes, a primeira apresenta-nos contos mitológicos e a segunda traz a versão romanceada da ópera O anel dos nibelungos, de Richard Wagner (obra que inspirou Tolkien em O senhor dos anéis). 

Na primeira parte do livro encontraremos as regiões denominadas de Asgard e Midgard. A primeira é a morada dos deuses, e a segunda, é a terra média, lugar onde vivem todos os demais seres vivos, como os humanos, os duendes e os elfos. Assim como nas mitologias grega e romana temos Zeus e Júpiter, respectivamente, desempenhando o papel de senhor de todos os deuses, na mitologia nórdica temos Odin ocupando essa posição. Além de Odin, temos Thor, deus da força; Freya, deusa do amor; Fricka, esposa de Odin e, claro, deusa do matrimônio e Loki, deus das trapaças. Os deuses nórdicos são tão feitos à imagem e semelhança dos homens quanto os gregos, e estão tão sujeitos aos vícios e às virtudes humanas quanto os gregos. São movidos à ira, à inveja, à ambição e à vaidade, e não medem esforços quando querem satisfazer algum desejo. 

Na segunda parte da obra, aquela em que encontramos a versão romanceada de O anel dos nibelungos, conhecemos o anão Alberich, que ao espiar as ninfas que protegiam o rio Reno, descobre que há ouro em abundância no fundo das águas. O anão soube, por intermédio das ninfas, que se nunca se apaixonasse e fizesse um anel com aquele ouro, seria o senhor do universo. Alberich não hesitou e fez o anel, que acabou passando por diversas mãos, levando a cada um que o usou, uma certa maldição.

A minha avaliação do livro é extremamente positiva, embora os nomes de difícil pronúncia para os falantes de língua portuguesa atrapalhem um pouco (só um pouco, juro). A leitura é muito agradável e, de tão gostosa, quando se vê, já acabou. Recomendo a leitura da obra As melhores histórias da mitologia nórdica sem nenhuma restrição.